Você será demitido ou vai pedir demissão muitas vezes na sua carreira

Você será demitido ou vai pedir demissão muitas vezes na sua carreira

Ser demitido e pedir demissão do emprego são fatos cada vez mais frequentes neste mundo globalizado. Por um lado, as empresas crescem ou encolhem dependendo do ciclo econômico, fusões, aquisições e outras forças do mercado. Por outro lado, as pessoas buscam cada vez mais adquirir novas habilidades que as tornem mais competitivas no mercado de trabalho e procuram novas oportunidades de crescimento profissional.

Ou seja, independente de você ter sido demitido, ter pedido demissão e/ou entrado em acordo, você precisará se planejar para entrar e sair de vários empregos.

Veja os dados do IPEA no artigo de Max Gehringer:

De acordo com Max Gehringer “0 ciclo dos jovens nas empresas tem sido cada vez mais curto. Conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), sete em cada 10 pessoas de 15 a 24 anos saem do emprego antes de completarem um ano. Hoje, quem tem cinco anos de carreira já passou por três empregos. As próprias empresas estão contratando com objetivo de curto prazo. Se existe perspectiva de um funcionário sair em menos de um ano do trabalho, você não vai estabelecer uma meta de três anos. Vai, isso sim, ter meta para os próximos seis meses”.

 

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2014 o trabalhador brasileiro permaneceu no emprego em média 161,2 semanas (ou pouco mais de três anos). Já o estudo Rotatividade no Mercado de Trabalho Brasileiro da DIEESE, publicado em 2016, mostra que em média 38% dos trabalhadores são admitidos e desligados no mesmo ano.

demissão

Além disso, a crescente utilização de robôs nas fábricas (a chamada Industria 4.0) e a automação dos processos de negócio com inteligência artificial na área de serviços apontam para um contexto ainda mais disruptivo no mercado de trabalho.

Dicas para se preparar para a realidade da instabilidade no emprego:

  • Tenha uma atitude proativa e invista regularmente no seu desenvolvimento, na aquisição de conhecimentos técnicos profissionais. Aproveite sempre oportunidades para aprender. Um célebre professor universitário uma vez disse que começamos a aprender de verdade após finalizarmos o curso formal.
  • Identifique o nível de risco de automação e perda de postos de trabalho na sua profissão. Pense em cenários com 5 e 10 anos no futuro. Sua profissão ainda vai existir? Que mudanças a afetarão? Como você vai se preparar para se adaptar e ser competitivo?
  • Invista no desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais.  De acordo com o relatório “O Futuro do Trabalho” do Fórum Econômico Mundial 2016,  competências sócio-emocionais, incluindo inteligência emocional, estarão entre as 10 habilidades mais valorizadas em 2020. O indivíduo com estas competências tende a gerenciar melhor contextos de alta pressão, colaborar com outras pessoas, ser um bom ouvinte, estar mais aberto a feedback, lidar melhor com estresse, ser mais empático, ser um exemplo para outros e tomar decisões mais embasadas.
  • Use um aplicativo como o TrabaLei para registrar sua jornada de trabalho, horas trabalhadas, horas extras, desvios de função, insalubridade, assédio e outros eventos que afetarão a sua indenização em caso de desligamento, seja por demissão ou negociação.

 

 

 

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